Vínculos Seguros by Cátia Pereira https://catiapereira.pt/ Wed, 17 Jan 2024 10:43:51 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.4.3 https://catiapereira.pt/wp-content/uploads/2021/10/cropped-Coração-Verde-32x32.png Vínculos Seguros by Cátia Pereira https://catiapereira.pt/ 32 32 Será o meu vínculo, um vínculo seguro? https://catiapereira.pt/sera-o-meu-vinculo-um-vinculo-seguro/ https://catiapereira.pt/sera-o-meu-vinculo-um-vinculo-seguro/#respond Wed, 17 Jan 2024 10:43:20 +0000 https://catiapereira.pt/?p=39627 Gosto sempre de relembrar que nós não somos um vínculo, mas sim que um vínculo é como se fosse um programa dentro de nós que aprendemos na primeira infância e que nos faz conectar com os outros. Por isso para saberes, se habitualmente o teu vínculo ao manifestar-se, ele manifesta-se como mais seguro, aqui vão […]

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Gosto sempre de relembrar que nós não somos um vínculo, mas sim que um vínculo é como se fosse um programa dentro de nós que aprendemos na primeira infância e que nos faz conectar com os outros.

Por isso para saberes, se habitualmente o teu vínculo ao manifestar-se, ele manifesta-se como mais seguro, aqui vão algumas questões para reflectir. Aproveita para criar um ambiente calmo, pega num papel e numa caneta e responde:

  1. Queres estar próximo das outras pessoas, facilmente conectas-te e desejas que os relacionamentos corram bem?  
  2. Na maior parte do tempo, sentes-te relaxado com as pessoas que te são próximas?
  3. A transição entre o tempo sozinho e o tempo juntos acontece de forma fluída e sem muita dificuldade?
  4. Tu e o teu companheiro pedem desculpam com facilidade e juntos encontram soluções vantajosas para ambos quando acontecem os conflitos?
  5. Normalmente, acreditas que as pessoas são boas de coração?
  6. É importante para ti responder às necessidades das pessoas que te são próximas?
  7. Para ti, é fácil pedir para que as tuas necessidades sejam atendidas?
  8. Quando te conectas com quem tu gostas, estás presente evitando qualquer distração?
  9. Tu fazes por manter a segurança nos teus relacionamentos e proteger aqueles com quem te sentes próximo?
  10. Desejas passar algum tempo com o teu companheiro e amigos? 
  11. És afetuoso com aqueles com quem te sentes próximo?  
  12. Respeitas as necessidades de privacidade das outras pessoas?  
  13. Qual a importância dos limites saudáveis ​​para ti?  
  14. Tu sais quando as coisas estão muito desligadas na relação, sabendo que existem outras ótimas opções para relações saudáveis?
  15. Crias tempo para lazer com regularidade?

Estas perguntas são inspiradas no livro da especialista Diane Poole Heller.

Estou disponível para que possas partilhar comigo as tuas conclusões.

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Como é nos sentirmos em vínculo seguro? https://catiapereira.pt/como-e-nos-sentirmos-em-vinculo-seguro/ https://catiapereira.pt/como-e-nos-sentirmos-em-vinculo-seguro/#respond Thu, 27 Oct 2022 09:46:00 +0000 https://catiapereira.pt/?p=39608 Começo por trazer mais clareza sobre o que é um vínculo. Um vínculo é um laçoafetivo que criamos com outra pessoa. Ele começa por ser inicialmente com a mãeatravés do cordão umbilical e pela simbiose vivida na gestação de alimentosnutricionais e emocionais. Mais tarde, vai sendo estabelecido com outros cuidadores,pai, irmão, avós, tios, educadoras. Esta […]

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Começo por trazer mais clareza sobre o que é um vínculo. Um vínculo é um laço
afetivo que criamos com outra pessoa. Ele começa por ser inicialmente com a mãe
através do cordão umbilical e pela simbiose vivida na gestação de alimentos
nutricionais e emocionais. Mais tarde, vai sendo estabelecido com outros cuidadores,
pai, irmão, avós, tios, educadoras. Esta ligação ela é feita de forma natural, por uma
mera questão de sobrevivência da nossa espécie. Isto porque como seres sociais que
somos, o nosso sistema nervoso veio para coabitar com o sistema nervoso de quem
está próximo de nós. É instintivo, natural, necessário e fulcral para cada um de nós.

Quanto ao vínculo seguro:
A meta da nossa humanidade deveria ser estabelecer e aumentar os vínculos seguros.
Como vínculo seguro entenda-se um vínculo em que existe uma regulação emocional saudável e previsível entre duas ou mais pessoas. Um vínculo em que podemos descansar, existir e coexistir tal e qual como somos. Ao ler isto parece uma utopia, só que não é. Existem aquelas pessoas que nos fazem sentir bem, em casa, onde podemos sair rejuvenescidos em cada contato estabelecido. Pois bem, são essas as pessoas que queremos manter por perto.
Alguém que nos traz um espaço seguro, um canal aberto de comunicação, de reciprocidade, de empatia, de não-julgamento. Alguém com as qualidades do coração bem disponíveis: compaixão, bondade, alegria apreciativa e serenidade.
Estar em vínculo seguro é poder partilhar, estar em presença e também permitir que o outro ocupe o seu próprio espaço. Neste tipo de vínculo, os espaços e os limites encontram-se muito bem definidos.
Importa também realçar que quando estamos em vínculo seguro, os desafios da vida
eles também existem e são vistos na perspetiva de desenvolvermos mais resiliência e flexibilidade.
Por fim, nutrir um vínculo para que ele seja mais seguro começa pela relação que estabelecemos connosco próprios, as palavras que usamos, a forma como acolhemos aquilo que não gostamos tanto em nós, a escolha segura das situações em que nos colocamos.

Quanto ao vínculo ansioso-ambivalente:
Como o nome indica ele implica um estado emocional de ansiedade, de inquietação, de agitação interna e é ambivalente, isto é, tem sentimentos opostos, dilemas e conflitos internos sobre como estar em relação.
Quando nascemos em contextos familiares em que as nossas necessidades físicas e emocionais não eram respondidas atempadamente ou de acordo com a sua natureza, por exemplo, ter fome e sermos colocados a dormir, ou termos sono e darem-nos comida, isto gerou em nós uma falta de sintonia e dilemas internos constantes de quais são as nossas necessidades e de como lhes dar resposta adequada.
Assim sendo, a melhor forma que encontramos perante esta confusão de sinais, foi dar resposta às supostas necessidades dos outros. Assim, este vínculo demonstra comportamentos de elevada empatia, atenção, escuta, compreensão, intuição perante o mundo do outro, esquecendo-se do seu próprio mundo interno. Quem permanece neste vínculo ansioso-ambivalente muitas vezes deixa de existir na relação e entra no lugar de salvador, de mãe do outro. Um dos possíveis caminhos de regressar a um vínculo seguro é de se incluir na relação como um ser individual diferenciado e autónomo, que tem desejos, emoções, necessidades, vontades próprias. E deixar ir a necessidade de se comparar, de se vitimizar, de agradar a todos, para abrir espaço à sua identidade única.

Quanto ao Vínculo Evitante:
“Estar em relação implica deixar de ter vida própria.”. Esta é uma das crenças centrais na vida de quem vive vínculos evitantes. O medo do compromisso, de perder a sua liberdade, de que façam de tudo para mudar quem ele é faz com que seja desafiante permanecer na relação. Nascemos com este tipo de vínculo quando sentimos que os
nossos cuidadores não estiveram presentes na nossa vida e com base nessa ausência criamos uma resposta de defesa pessoal através de uma forte auto imagem. Por isso, quando vemos alguém a recorrer a este tipo de vínculo, são pessoas aparentemente com um caracter bastante forte, donas do seu próprio nariz, muito comprometidas com a vida, exceto com as relações. Para um vínculo mais seguro, o evitante precisa de voltar a confiar no nosso instinto sobrevivente de que somos seres sociais que
crescemos dentro das relações. Enquanto o ansioso-ambivalente, o caminho é ao encontro de si mesmo, o evitante é ao encontro ao outro. Palavras como permanecer, ficar, sustentar, estar, presença, confiança, sintonia, existência, liberdade dentro da relação são preciosas para que este vínculo possa sentir que relações são um lugar
seguro.

Quanto ao Vínculo Desorganizado:
Imaginem lugares muito inseguros, repletos de gritos, de violência, de ausência por comportamentos aditivos e dependentes (ex.: álcool, drogas, relações…), um lugar em que existiam cuidadores que não sabiam que amor e medo não são a mesma coisa. Foi essa a ideia que ficou registada no que toca a estar em vínculo com o outro, que para sentir amor eu preciso de sentir medo em simultâneo. Dentro deste vínculo, é muito habitual encontrarmos alguns diagnósticos de doença mental fruto de episódios de
trauma severos no desenvolvimento da criança, alguns deles ainda durante o período gestacional.

Para desacoplar o amor do medo, este vínculo precisa em primeiro lugar, conhecer um mundo seguro e pessoas seguras, que lhe dão amor, carinho, afeto sem esperar nada em troca. É um caminho repleto de avanços e recuos, pois o sistema nervoso assim que afetado por novos estímulos de amor, pode trazer numa primeira instância medos associados. Requer que estejamos com muita gentileza, paciência e compaixão.

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Teoria da Vinculação https://catiapereira.pt/teoria-da-vinculacao/ https://catiapereira.pt/teoria-da-vinculacao/#respond Sun, 12 Jul 2020 10:26:29 +0000 https://catiapereira.pt/?p=828 Se quisermos compreender a forma como, na vida adulta, nos relacionamos uns com os outros, importa conhecer a Teoria da Vinculação. Esta teoria centrou-se no estudo das ligações afectivas com os nossos cuidadores primários, desenvolvendo pressupostos curiosos de como essas ligações tão primordiais nos impactam ao longo da vida. Assim, quando um bebé quando nasce, […]

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Se quisermos compreender a forma como, na vida adulta, nos relacionamos uns com os outros, importa conhecer a Teoria da Vinculação.

Esta teoria centrou-se no estudo das ligações afectivas com os nossos cuidadores primários, desenvolvendo pressupostos curiosos de como essas ligações tão primordiais nos impactam ao longo da vida.

Assim, quando um bebé quando nasce, ele já nasce para se vincular.

Todo o corpo, todos os seus sentidos dão sinais para que um adulto vá ao encontro das suas necessidades. É nesta dinâmica, que se começam a escrever os primeiros guiões de relacionamentos, pois são os cuidadores que na interação vão demonstrando como se desenrola uma relação.

Esta relação inicial, maioritariamente afectiva e também nutridora, é a relação que ajuda o bebé no seu desenvolvimento físico, mental, cognitivo, social, afetivo e até espiritual, quer de uma forma segura ou insegura. É também nesta ligação que se conhecem os limites e o espaço pessoal.

Na década de 50, John Bowlby, Mary Ainsworth e outros investigadores descobriram que a forma como as crianças tinham resposta às suas necessidades por partes dos cuidadores, contribuía significativamente para a sua estratégia de vínculo ao longo da vida, principalmente na vida adulta, quando a relação com os pais é mais independente.

No entanto, é importante salientar que nós não somos um determinado tipo de vínculo. Nós acedemos a comportamentos que são específicos desse vínculo, uma vez que fomos programados inconscientemente, sem questionamento se era certo ou errado.

Isto é importante, porque essa forma aprendida de nos relacionarmos explica, em grande parte, os sucessos, os bloqueios, a razão pela qual nos sentimos atraídos quase pelo mesmo tipo de pessoa, e também os motivos porque caímos sempre no mesmo padrão de relação.

Vais sempre a tempo de ter um vínculo seguro:

Evidentemente, que ao longo da vida, nós temos a capacidade de ir reescrevendo a nossa história de relacionamentos, à medida que vamos questionando estes guiões iniciais e que assumimos a responsabilidade pessoal por aquilo que sentimos, pensamos e agimos.

Como psicóloga, nas minhas consultas, é fundamental conhecer o padrão de vínculo de origem e ajudar o cliente a nutrir um novo padrão de vínculo mais seguro para consigo mesmo. Ao fazer isto, terá mais leveza, mais alinhamento interno e também atrairá relações mais significativas.

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Vinculação: Relação Mãe-Bebé https://catiapereira.pt/vinculacao-relacao-mae-bebe/ https://catiapereira.pt/vinculacao-relacao-mae-bebe/#respond Wed, 01 Jul 2020 17:49:51 +0000 https://catiapereira.pt/?p=821 Neste artigo, vou apresentar-te o inicio das investigações em torno da Teoria da Vinculação. A experiência mais significativa foi realizada por uma psicóloga de desenvolvimento, na década de 70, Mary Ainsworth, designada por “Situação Estranha“. Através da observação das ligações afetivas entre mãe e criança, concluiu que existe padrões distintos de ligação logo dos primeiros […]

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Neste artigo, vou apresentar-te o inicio das investigações em torno da Teoria da Vinculação. A experiência mais significativa foi realizada por uma psicóloga de desenvolvimento, na década de 70, Mary Ainsworth, designada por “Situação Estranha“.

Através da observação das ligações afetivas entre mãe e criança, concluiu que existe padrões distintos de ligação logo dos primeiros anos de vida. Padrões esses que se manifestam através da segurança, do conforto, da tensão ou do conflito.

De uma forma simples, a experiência decorria numa sala experimental, onde as mães e seus bebés começavam a interagir. A dado momento, um estranho entra na sala, para que fosse possível avaliar a reação do bebé à sua presença.

Dois momentos chave desta investigação foram a saída da sala da mãe, deixando o bebé só com o estranho e o regresso da mãe. Com esta dinâmica permitiu definir os primeiros três estilos de vínculo, onde ficou claro que a reação da criança ao regresso da mãe era imprescindível para a definição do estilo.

Num Vínculo Seguro:

  • Ansiedade de Separação: Inquieto quando a mãe sai;
  • Ansiedade perante o estranho: evita o estranho quando sozinho, e é amigável quando a mãe está presente;
  • Comportamento quanto a mãe regressa: positivo e feliz quando a mãe regressa;
  • Observação: usa a mãe como “base segura” para explorar o mundo.

Num Vínculo Ansioso-Ambivalente:

  • Ansiedade de Separação: muito inquieto quando a mãe sai;
  • Ansiedade perante o Estranho: evita o estranho e mostra o medo;
  • Comportamento quando a mãe regressa; criança aproxima-se da mãe mas resiste ao seu contacto, rejeita-a e empurra-a
  • Observação: Chora mais e explora menos o ambiente que os outros vínculos

Num Vínculo Evitante:

  • Ansiedade de Separação: Não mostra qualquer sinal de inquietação quando a mãe sai;
  • Ansiedade perante o Estranho: não mostra ansiedade e brinca com o estranho;
  • Comportamento quando a mãe regressa: não mostra interesse quando a mãe volta. Ignora-a.
  • Observação: Mãe e estranho são capazes de confrontar a criança igualmente.

Caso tenhas questões, podes sempre enviar-me um e-mail.

Cátia

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Limites : a segurança emocional das crianças https://catiapereira.pt/limites-a-seguranca-emocional-das-criancas/ https://catiapereira.pt/limites-a-seguranca-emocional-das-criancas/#respond Fri, 21 Feb 2020 11:11:03 +0000 https://catiapereira.pt/?p=791 Toda a criança precisa de limites seguros para o seu desenvolvimento. Comece a ver os limites como as fronteiras da pele da criança. Em primeiro lugar, importa saber que os limites aprendem-se através dos sentidos, das sensações, que é a única forma natural e biológica que uma criança pequena tem de aprender sobre o mundo, […]

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Toda a criança precisa de limites seguros para o seu desenvolvimento. Comece a ver os limites como as fronteiras da pele da criança.

Em primeiro lugar, importa saber que os limites aprendem-se através dos sentidos, das sensações, que é a única forma natural e biológica que uma criança pequena tem de aprender sobre o mundo, é mexendo nos objetos, para saber o que são.

Nesta exploração, ela vai tendo reações dos seus cuidadores, reações que podem ser positivas, que significam que é possível avançar e explorar mais as fronteiras onde se encontra, e quando recebe reações mais negativas, é hora de parar e de explorar outros caminhos.

Tudo isto acontece através de um vínculo seguro, de uma relação saudável que ajuda a criança a explorar a envolvente e a regressar a casa quando precisa de ajuda para encontrar o seu equilíbrio emocional. 

Em segundo lugar, para a criança conhecer os seus limites, os pais também precisam de conhecer os seus próprios limites e de saber comunicá-los com gentileza, assertividade e clareza. É difícil colocar fronteiras quando não as conhecemos e é, por isso, que quando essas fronteiras são rompidas, que muitos pais se queixem e afirmem “as crianças precisam de limites!”.

Isto leva-me também a falar da diferença entre limites e regras.

Regras são impostas, quase nunca questionadas, e até muitas das vezes quebradas. É o exemplo das regras de trânsito, quem nunca passou por um sinal vermelho ou um traço contínuo? A mesma coisa nas escolas, as regras da sala de aula, facilmente conseguem ser trespassadas porque não foram criadas para aqueles alunos em específico. Normalmente, as regras são muito generalizadas, dificilmente vêem o indivíduo.

Já, os limites, as nossas fronteiras, falam sobre a nossa pele, sobre o nosso DNA, sobre a nossa integridade. Quando uma criança diz que “Não” e nós sem questionar simplesmente não respeitamos o seu “Não”, facilmente estamos a dizer-lhe que o seu limite não tem valor. Quando entramos num sistema de obrigar a criança a fazer algo sem explicação, mais uma vez, estamos a dizer que as suas necessidades não têm valor. Quando uma criança diz que não tem frio e rapidamente nós dizemos “Ai, tens tens!”, ou a mesma coisa com a fome, a criança diz que não tem mais fome, e nós continuamos a insistir. São comportamentos que falam mais das nossas inseguranças.

Em último lugar, precisamos de aprender a confiar na criança e a acreditar que através de um sistema de colaboração, há mais respeito pelos limites uns dos outros, maior respeito pela integridade e constrói-se uma auto-estima mais saudável. Precisamos de aprender a confiar em nós, e a escutar atentamente os nossos limites e, mesmo com medo, comunicá-los. O sistema de limites numa criança, muitas vezes, é idêntico ao sistema de limites dos seus pais. Se não conseguimos lidar com o nosso chefe, temos medo de lhe dizer o que pensamos, facilmente ficamos frustrados. Levamos essa frustração para casa, e descarregamos em cima de quem amamos.

Podemos então reflectir sobre os nossos limites e também é importante ensinar uma criança a reconhecer os próprios limites. Eis alguns exemplos:

  1. Verificar se a criança começa a demonstrar sinais de cansaço, sono, fome e ajudá-la a preencher essas necessidades no imediato.
  2. Ajudá-la a perceber quando começa a chegar ao limite da sua paciência e a entrar numa onda de frustração. Como? Reconhecendo a sua impaciência e sugerindo uma pausa do que está a fazer e depois mais tarde regressar. 
  3. Acolher a raiva, ajudar a criança aliviar as suas explosões. Nesta situação, importa saber como lidamos com a nossa própria raiva e o que fazemos para nos auto-regular. Através dessa auto-regulação, ajudamos a criança a co-regular-se. 
  4. Ajudar a criança em situações em que a criança não quer dar beijinhos, nem abraços, dizendo que ela não é obrigada a fazê-lo quando não tem vontade de o fazer. 
  5. Com crianças mais crescidas, podemos também fazer role-plays de situações na escola, onde é necessário dizer não e colocar limites. 

Em casa, é importante pararmos quando a criança nos diz para parar, para parar a conversa e até as cócegas, perceber que há um limite, e que, por vezes, uma brincadeira pode-se tornar desagradável quando a criança não é ouvida. 

Se, nós adultos, não somos capazes de respeitar os seus limites, então a criança dificilmente consegue entender quando alguém o faz. 

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Uma criança superprotegida é uma criança desprotegida https://catiapereira.pt/uma-crianca-superprotegida-e-uma-crianca-desprotegida/ https://catiapereira.pt/uma-crianca-superprotegida-e-uma-crianca-desprotegida/#respond Mon, 16 Dec 2019 11:01:59 +0000 https://catiapereira.pt/?p=787 Quantos de nós vimos de uma educação superprotegida, em que a premissa máxima era “o mundo é um lugar inseguro” ou “não podemos confiar em ninguém”? Quantos de nós fomos avisados vezes sem conta com palavras como “atenção”, “cuidado”, “vê o que estás a fazer”, “não faças isso”, “eu disse-te”, “é perigoso”, entre muitas outras? […]

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Quantos de nós vimos de uma educação superprotegida, em que a premissa máxima era “o mundo é um lugar inseguro” ou “não podemos confiar em ninguém”? Quantos de nós fomos avisados vezes sem conta com palavras como “atenção”, “cuidado”, “vê o que estás a fazer”, “não faças isso”, “eu disse-te”, “é perigoso”, entre muitas outras?

Palavras que marcam o nosso estado de alerta ao expoente máximo, aumentando os níveis de stress e cortisol, que nos impedem de conectar como os outros de uma forma saudável, logo danificando a nossa auto-estima. 

Uma criança superprotegida sente que é necessário fazer de tudo o que pode e o que não pode para sobreviver. O seu estado é de constante alerta, o seu corpo está maioritariamente tenso e contido, vivendo num medo que a pode rapidamente paralisar. 

Uma criança superprotegida vem de uma história de vinculação insegura, ora de pais ausentes física ou emocionalmente, que acreditavam que a criança aprende melhor se salvar-se sozinha ou  então que não pode ter contato com o mundo. Vive num contexto que é pouco estimulante, poucas palavras, pouco ou nenhum toque, que é muito controlado, onde as regras são de tal forma exigentes que a criança não pode dar um passo em falso. Estas crianças acabam por não conhecer o mundo, não sabem o que é sentirem-se seguras, nem sabem como pedir ajuda. A superproteção paternal  até pode ter uma ótima intenção, evitar a dor e o sofrimento, já que o mesmo não é tolerado pelos seus cuidadores. 

Qualquer mãe e pai quer proteger o seu filho, sem dúvida. A questão é: como o fazem. 

A superproteção advém da nossa necessidade de controlo e de segurança, contém muitos dos nossos medos enraizados na nossa pele que nos impedem de sentir o que está acontecer e do que é realmente importante na relação com a criança. 

Proteger não passa apenas por dizer o que fazer e o que não fazer, proibir ou negar acesso a determinados eventos ou esconder ao máximo comentários alheios e desagradáveis que lhes magoem a auto-estima. Inevitavelmente, que a criança vai passar por momentos que lhe traz dor, como a perda de um ente querido, ou até do seu animal de estimação, como o seu primeiro desgosto amoroso ou a traição de um amigo. Estes acontecimentos vão surgir, ficam durante uns tempos e depois passam. Aqui, entra o nosso papel de cuidadores que querem proteger os seus filhos, sendo que proteger não significa salvar, mas sim que sejamos adultos responsáveis, que possamos lhes dar um sentido de segurança, demonstrar-lhes que estamos lá para eles e que vamos fazer o que está ao nosso alcance. 

Se quer realmente criar um vínculo seguro com o seu filho, pense em que medida as suas ações estão a permitir que ele conquiste a sua própria independência, em que medida confia realmente no seu filho, quanto espaço lhe dá para que ele possa vir ter consigo sempre que precisar e, por fim, questione-se se os limites estão bem claros para todos. 

Um vínculo seguro é nos encontrarmos a meio caminho entre a liberdade e a segurança, entre a independência e a dependência, entre pertencer a um todo e estarmos bem sozinhos. 

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Os pais que desabafam sobre a falta de responsabilidade dos filhos https://catiapereira.pt/os-pais-que-desabafam-sobre-a-falta-de-responsabilidade-dos-filhos/ https://catiapereira.pt/os-pais-que-desabafam-sobre-a-falta-de-responsabilidade-dos-filhos/#respond Fri, 19 Jul 2019 10:12:22 +0000 https://catiapereira.pt/?p=776 São muitos os pais que desabafam sobre a falta de responsabilidade dos filhos. Ora não fazem os trabalhos de casa, ora não arrumam o quarto. Ora não colocam a roupa no cesto da roupa suja. Não ajudam nas tarefas domésticas, não arrumam a mochila e/ou o saco do desporto, entre muitas outras queixas. Se o […]

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São muitos os pais que desabafam sobre a falta de responsabilidade dos filhos.

Ora não fazem os trabalhos de casa, ora não arrumam o quarto. Ora não colocam a roupa no cesto da roupa suja. Não ajudam nas tarefas domésticas, não arrumam a mochila e/ou o saco do desporto, entre muitas outras queixas. Se o convidar a si que está a ler este texto, como mãe/pai ou educador a recuar ao seu tempo de criança, como via a responsabilidade? Conhecia esta palavra? Era fácil de ouvi-la e entendê-la?

Vejo que para muitos de nós, adultos, esta palavra acarreta sempre um peso e até é pronunciada, por vezes, de forma leviana em frases “tens que assumir as tuas responsabilidades”, quando na verdade a maioria de nós não a assume verdadeiramente.

Como em toda a educação, a responsabilidade ensina-se a partir da premissa base : Assumindo-a.

Pode estar, neste momento, a pensar: ainda mais do que já faço?

Eu faço tudo!

Sim, acredito que sim. Mas não é dessa responsabilidade que estou a falar.

Estou a falar da responsabilidade de cuidarmos de nós próprios. Das nossas emoções. Dos nossos pensamentos. Das nossas palavras que saem para fora ou que ficam dentro de nós. Das nossas ações diárias, das nossas relações, daquilo que é verdadeiramente importante para nós. Confundimos muito a responsabilidade, pensando que só se trata de tarefas domésticas, atividades profissionais, tudo o que implica uma obrigação e que deve ser feito com muita seriedade. O que seria se ensinássemos às crianças que responsabilidade é apenas viver a vida com curiosidade? Aprendermos cada vez mais sobre nós, olhando com gentileza para as nossas emoções? Que é dar-nos colo quando mais precisamos. É colocarmos no centro da nossa vida, pois é lá que pertencemos.

A responsabilidade e a auto-estima nas crianças

Quando ensinamos responsabilidade a uma criança demonstrando que somos adultos responsáveis, ensinamos-lhe também que pode criar um vínculo seguro consigo própria, isto é, uma auto-estima saudável que floresce de uma presença cuidada em estar bem consigo em todos os momentos da sua vida.

A criança que nasce dependente de outro ser humano, inevitavelmente vai aprendendo com o tempo que é autónoma e independente. Sendo este o caminho, que seja trilhado com amor próprio. Que seja um caminho em que ela sabe que a responsabilidade pessoal começa em cuidar de si e sim, com isso, a criança plena de bem-estar consegue igualmente fazer todas as tarefas domésticas destinadas à sua idade, com muita brincadeira e leveza.

Se queremos que as crianças sejam crianças, seres humanos inteiros, repletos de responsabilidade, temos que nós adultos assumir as nossas responsabilidades pelas escolhas que andamos adiar. Pelos sonhos que deixamos de concretizar. Por todas as responsabilidades que carregamos às costas que não nos pertencem, como é o caso do que os outros sentem, pensam e fazem.

Sabem quantas crianças hoje assumem responsabilidades que não lhes estão destinadas?

Nomeadamente, assumem a responsabilidade pela relação com os pais, inclusivé, cuidam deles emocionalmente. São muitas as crianças. Nós também fomos essas crianças que assumimos responsabilidades de adultos na nossa época pelos nossos pais.

E naqueles momentos em que já não sabemos se estamos a ensinar a responsabilidade da maneira “certa”, podemos observar a criança. Esta já nasce com todos os recursos para nos mostrar o que é na verdade a tal da responsabilidade que tanto falamos.

Artigo publicado da Up To Kids

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Da dependência da criança à sua independência https://catiapereira.pt/da-dependencia-da-crianca-a-sua-independencia/ https://catiapereira.pt/da-dependencia-da-crianca-a-sua-independencia/#respond Tue, 19 Mar 2019 09:56:06 +0000 https://catiapereira.pt/?p=768 Tão interessante perceber que o que os pais mais querem que os seus filhos sejam na vida é que eles sejam independentes e autónomos, que façam as coisas por eles, que não dependam de ninguém, que não estejam atrasados no desenvolvimento, que não haja nada de errado quando parece que já deviam ter dado aquele […]

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Tão interessante perceber que o que os pais mais querem que os seus filhos sejam na vida é que eles sejam independentes e autónomos, que façam as coisas por eles, que não dependam de ninguém, que não estejam atrasados no desenvolvimento, que não haja nada de errado quando parece que já deviam ter dado aquele passo ou ter dito aquela palavra. O foco está todo em forçar a independência. E “forçar” é a palavra-chave aqui, que advém das nossas crenças, da forma como nos sentimos perante a “dependência”, e que nos leva agir de uma forma, por vezes, até inconsciente na relação com as crianças. Se a relação tiver um começo que é a dependência e um fim que é que independência, um fim como sendo um objetivo, o nosso foco está, na maioria das vezes, nessa independência.

E na verdade, famílias, o foco deveria estar nas seguintes perguntas:

O que eu posso ser agora para o eu filho para que ele venha a ser independente de uma forma saudável?

O que é necessário para que ele sinta que tem os recursos todos para ser quem é?

Quando nos focamos apenas no quer ser independente, estamos com toda a nossa atenção no futuro e a forçar, sim a forçar o desenvolvimento da criança, fora do ritmo da criança. É, por exemplo, quando pegamos o bebé pelos braços para ele começar andar, quando ele ainda não demonstrou sinais para o fazer, é o que fazemos quando começamos a forçar as palavras, sem que a criança começe a fazer sons com a voz. Com isto, não significa que o melhor é não interagir com a criança. A diferença que eu quero reforçar aqui, é o quanto é importante estarmos presentes no agora. Como? Observando como estou a sentir-me, reconhecendo, observando a criança, sendo um canal facilitador para o seu desenvolvimento, como as margens de um rio que vai desaguar no oceano.

Maria Montessori tem uma frase que ajuda a perceber esta questão: “ajuda-me a crescer, mas deixa-me ser eu mesmo”. Montessori diz que a criança nasce com um mestre interior, uma vozinha que lhe diz o que ela precisa de fazer naquele momento. E essa vozinha, muitas das vezes, devido ao nosso ego, à falta de conhecimento, é lhe dito que não tem espaço para se expressar. É o exemplo, da criança que quer subir as escadas e os pais acham extremamente perigoso, quando apenas é necessário que o adulto esteja a suportar aquilo que a criança quer fazer naquele momento. O que seria se permitissemos que a voz da criança se expressasse mais?

Para existir independência da criança, é necessário que haja uma dependência que lhe transmita segurança, uma base de sustentação, um espaço único de expressão, de liberdade para ser quem ela já é. A dependência e a independência fazem parte do mesmo círculo, vivem muito bem uma com a outra, são necessárias à nossa existência saudável, quando nos ajudam a expandir e a crescer.

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Criança que manda, pais que controlam https://catiapereira.pt/crianca-que-manda-pais-que-controlam/ https://catiapereira.pt/crianca-que-manda-pais-que-controlam/#respond Mon, 18 Feb 2019 17:53:32 +0000 https://catiapereira.pt/?p=752 “Ajude-me a crescer, mas deixe-me ser eu mesmo”. Maria Montessori Há quem rotule as crianças como pequenos ditadores, que fazem de tudo para manipular e chamar atenção dos seus cuidadores. E posso dizer-lhe já que no dicionário das crianças, palavras como manipulação, controlar, ditadura não existem. São projeções nossas, do mundo adulto. E que fazem […]

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“Ajude-me a crescer, mas deixe-me ser eu mesmo”. Maria Montessori

Há quem rotule as crianças como pequenos ditadores, que fazem de tudo para manipular e chamar atenção dos seus cuidadores. E posso dizer-lhe já que no dicionário das crianças, palavras como manipulação, controlar, ditadura não existem. São projeções nossas, do mundo adulto. E que fazem toda a diferença, quando as deixamos ir, na relação que criamos com os nossos filhos.

Quando percepcionamos as crianças de uma determinada forma, ela fica lá para sempre. Ao fazermos isto estamos a perder aquilo que há de mais importante entre pais e filhos: vínculos seguros tecidos com limites, regados com amor, fertilizados com palavras gentis.

Ninguém disse que era fácil lidar com uma criança que está constantemente a dizer que não a tudo. Desde do vamos dormir, ao lavar os dentes, o vestir, o calçar, o não comer o gelado, o ir para a mesa, o desligar a televisão, tudo se torna tão difícil, quando não entendemos o que está lá por detrás deste comportamento.

Normalmente respondemos a um comportamento de uma criança como se ele fosse um adulto. Se ela diz-nos que não, se grita, nós também dizemos que não e gritamos. Esquecemo-nos de quem tem mais recursos para saber gerir eficazmente a relação. Queremos, antes de parar, pensar, apagar aquele comportamento o mais rapidamente possível. O problema desta estratégia é que ela resulta a curto-prazo e não traz benefícios para criar vínculos seguros.

Duas coisas que eu falo em detalhe com os pais e que todos nós deveríamos saber. A diferença entre comportamento e necessidade emocional.

  • Comportamento: forma que a criança encontrou para expressar as suas emoções, normalmente através do seu corpo, da sua linguagem e até do seu tom de voz. Há uma ação, uma resposta, uma vivência.
  • Necessidade emocional: escondida por detrás do comportamente, é o motor que leva ao comportamento. É a causa, mas não justificação, ou seja, é a origem para aquele comportamento, mas não significa que justifique o comportamento.

Uma criança que bate ou morde na mãe, a nossa tendência é responder a esse comportamento. Em vez disso, deveríamos questionar: Qual é a razão por detrás desse comportamento? Está cansada, precisa de dormir, está chateado porque dizemos que não? Neste caso, o importante é de uma forma gentil parar o braço e explicar que bater ou morder não é permitido e reconhecer a emoção “Vejo que estás chateado porque não vamos ao parque. Está a ficar muito tarde, vamos jantar e amanhã a seguir a escola vamos ao parque”. Acontece a criança insistir e muito e aqui é tão importante manter a calma e a tranquilidade.

Este comportamento também acontece em crianças mais velhas, adolescentes e até em adultos. A diferença está na maturidade emocional que vamos tendo à medida que vamos crescendo e os recursos que temos para gerir as emoções mais expansivas.

Abraço,
Cátia*

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Sou insegura, como crio um vínculo seguro com o meu filho? https://catiapereira.pt/sou-insegura-como-crio-um-vinculo-seguro-com-o-meu-filho/ https://catiapereira.pt/sou-insegura-como-crio-um-vinculo-seguro-com-o-meu-filho/#respond Mon, 11 Feb 2019 18:08:24 +0000 https://catiapereira.pt/?p=746 “Sou extremamente insegura, logo como eu posso criar um vínculo seguro com o meu filho?” é uma das questões trazida para as consultas. Como eu posso dar o que eu não tenho? E a minha resposta para ti: não podes dar, mas podes a cada dia ir redesenhado a tua história de vida, isso sim […]

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“Sou extremamente insegura, logo como eu posso criar um vínculo seguro com o meu filho?” é uma das questões trazida para as consultas. Como eu posso dar o que eu não tenho? E a minha resposta para ti: não podes dar, mas podes a cada dia ir redesenhado a tua história de vida, isso sim é possível. Há três coisas que eu gostaria de te relembrar e que são fundamentais para estabeleceres um vínculo seguro com o teu filho:

  1. O teu comportamento de insegurança não te define. Tu não és uma pessoa insegura, tu estás insegura;
  2. O vínculo que tiveste com os pais não te define, apenas quer ser visto de uma forma gentil;
  3. A insegurança tem o significado que tu atribuis. Sim, leste bem, a tua insegurança pode ter os muitos significados que tu queres. Ela está lá para ti. Pode estar para te proteger, para te acautelar, para te ajudar a planear, a preparar melhor, para te lembrares do teu ritmo, para te ajudar abrandar, para repensares, para tanta coisa.

Exercício:

Em primeiro lugar, o meu convite ainda antes de focares em criar um vínculo seguro com fora, é sentires o que é importante para ti para te sentires segura. Experimenta fazer uma lista de coisas que são importantes. Depois liga-te de uma forma consciente à tua respiração, inspirando e expirando ao teu ritmo e sente em que zona do teu corpo te sentes segura. Tens alguma imagem associada? Tem cores? Tem movimento? Tem cheiros? Tem sons? Tem outras pessoas? É uma imagem presente? É uma imagem futura? Observa com muito atenção todos os detalhes. De seguida, ao teu tempo, podes abrir os olhos. E fica com essa sensação. Remete a tua atenção para essa parte do corpo, lembrando o quanto é bom sentires segura.

É muito importante percebermos que em nós também se encontra presente a segurança, ela está lá, só que não tem sido tão vista. O ser humano tem todos os recursos internos, só precisa de acreditar ou de ser ajudado acreditar.

Agora sim, podes ir praticando, lembrando ao teu corpo que tu estás segura.

Podes partilhar comigo como foi o decorrer deste exercício.

Um abraço,

Cátia

P.s.: Para marcares a tua sessão, basta entrares em contato.

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